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Conta COVID - Calculadora e folha de cálculos atras

Conta COVID, a Pandemia da Energia Elétrica.

Conta COVID, a Pandemia da Energia Elétrica! Estamos no meio de junho de 2020 e continuamos no olho do furacão da pandemia COVID-19. (Pelo menos para alguns) E durante toda essa pandemia o consumo de energia elétrica no Brasil e no mundo teve uma queda significativa. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), que é responsável por viabilizar e gerenciar a comercialização de energia elétrica no país, fez uma análise do consumo de energia de alguns países. Países como Itália, Espanha, França, Reino Unido e EUA tiveram uma queda do consumo de energia elétrica. Respectivamente tiveram uma redução de 13%, 12%, 14%, 19% e 7% comparando os meses de maio de 2020 com o de 2019. No Brasil, nós tivemos uma queda de aproximadamente 10,9%, isso porque não passamos por nenhum “lockdown” e adiantamos alguns feriados. Considerando o período da crise no Brasil do dia 21/03 até o dia 05/06 temos uma variação do consumo de 65.549 MW para 58.032 MW. Outro ponto importante de falar é sobre o benefício que o governo está liberando para famílias de baixa renda. E esta variação afeta diretamente as distribuidoras de energia que é responsável por gerenciar nosso sistema de distribuição de energia elétrica. Para resolver estes problemas, um mês atrás, dia 18 de maio, foi publicado o decreto 10.350/2020 que estabelece a criação de uma Conta COVID para o setor elétrico. Se você se lembra, no ano de 2014 passamos por um problema parecido, não a pandemia, mas uma conta auxílio para as distribuidoras. No ano de 2012 a Dilma Rousseff assumia a presidência da República, a primeira mulher a governar nosso país. Uma das promessas dela foi a queda da taxa de energia elétrica do país e realmente aconteceu. A energia elétrica teve uma queda de quase 20% entre 2012-2013, porém esta queda gerou um enorme problema a longo prazo. Na época tivemos uma grave crise hídrica e as distribuidoras, sendo “obrigadas” a diminuir seus preços, tiveram que fazer grandes empréstimos bancários. Esses empréstimos foram obrigatórios pois elas não podem repassar o aumento do custo de compra de energia mais cara a qualquer momento. Mas como assim energia elétrica mais cara? Nossa matriz energética é composta por sua grande maioria de hidroelétricas, ou seja, nossa energia elétrica é gerada através de fontes hídricas. Essa energia, vendida em leilões, é muito mais barata que a energia de termoelétricas. As termoelétricas são contratadas como energia de reserva, elas servem para auxiliar em qualquer necessidade. Isso quer dizer que elas funcionam em mínimo obrigatório e elas só operam 100% quando ocorre problema com as usinas hidroelétricas. E por causa da crise hídrica, as termoelétricas tiveram que se manter ligadas por grandes períodos e essa energia é muito mais cara. Então no final de 2014 já tínhamos voltado ao patamar dos valores de 2012 e a partir dai o valor da energia elétrica só subiu. Fonte: ANEEL Estes valores são os valores médios da tarifa residencial, e elas possuem uma grande variação entre as distribuidoras. Sem contar o valor de bandeira tarifária que entrou em vigor no ano de 2015. O valor total de empréstimo para as distribuidoras foi de R$ 34 bilhões com prazo de pagamento de 54 meses. Destes R$ 34 bilhões, 37,7% eram apenas juros pagos para os bancos que realizaram o empréstimo. Já nos dias de hoje a situação hídrica no Brasil é totalmente contrária a época. Em 2014 nossa reserva hídrica no subsistema Sudeste/Centro-Oeste era de 19,4% hoje estamos em 54,35%. E como dito no início deste post, o consumo durante a pandemia vem caindo. No mês de abril tivemos uma queda de 12% e em maio chegamos a 11% comparado ao mesmo período do ano passado. Estas quedas representam um montante de 14,9% do Sistema Interligado Nacional menor que período pré-pandemia. Os setores que mais diminuíram o uso da energia elétrica forma os automobilísticos, têxteis e de serviços. O setor de veículos chega a uma queda de 55% e o setor têxtil chegando a menos 46% comparado ao mesmo período do ano passado. E a região mais afetada foi a região sudeste/centro-oeste, com uma queda de 12% em comparação a 2019. Sustentabilidade e a Energia Solar Você sabe como funciona a energia solar fotovoltaica? Você sabe de onde vem a energia elétrica? Os 5 estados que tiveram as maiores quedas foram os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo, São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. O estado do Rio de Janeiro diminui seu consumo em 17% e o estado de São Paulo em 13%. Porém em termos de energia São Paulo é quase 3 vezes maior que o Rio de Janeiro, tendo o consumo aproximado de 16.000 MWm e 5.500 MWm, respectivamente. Como podemos observar a situação de 2014 e agora de 2020 são bem diferentes. Em 2014 o preço de liquidação da diferença da energia era cara, hoje a energia está mais barata. Em 2014 os juros eram mais altos. Em 2014 tivemos crescimento de consumo energético e agora em 2020 estamos com uma queda do consumo. Então por que foi criada a Conta COVID para ajudar o setor elétrico? Podemos iniciar com a fala do ex-diretor geral da ANEEL Romeu Rufino:  “Quando falta energia, é problema. Mas quando tem energia em abundância, também há consequências.” O que isso quer dizer? As distribuidoras contratam energia a longo prazo, baseado em estudos de crescimento econômico do país. Isso quer dizer que elas já têm um custo de contratação de energia elétrica a longo prazo junto com os geradores. Então todas as distribuidoras estão pagando uma energia que ninguém vai consumir. Além do grande aumento de inadimplência das contas de energia elétrica. E a Conta COVID entra aqui para auxiliar esse custo extra que as distribuidoras devem pagar. Então veio o decreto 10.350/2020 para oficializar este auxílio, e este decreto autoriza a criação da Conta COVID que vai ser gerida pela CCEE. Esta Conta COVID foi criada para cobrir déficits ou antecipar receitas, total ou parcialmente, das

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Usinas térmicas soltando fumaça com um chamado de que é hora de repensar sobre o assunto de geração de energia elétrica. Mudar nossos hábitos de consumo de energia elétrica faz parte da mudança do mundo.

Conheça os Tipo de Geração de Energia Elétrica

Aprenda sobre geração de energia elétrica Agora que você já sabe de onde vem a energia elétrica produzida no Brasil, vamos conhecer um pouco mais sobre os tipos de geração de energia elétrica. A geração de energia elétrica pode ser dividida em duas grandes áreas, entre renováveis e não renováveis. Dentro das energias renováveis estão as hidrelétricas, solares, eólicas, biomassa e outras, como a geotérmica e a marítima. Estas últimas duas não vão ser discutidas aqui, por terem poucos estudos dentro do Brasil. As energias não renováveis contam com as usinas termoelétricas e as nucleares, que representam 14% da matriz energética do país.   Se considerar as usinas de biomassa como usina termelétrica, este número sobe para 23%. Vou começar pelas que poluem mais. Fontes Termoelétricas Neste campo eu vou considerar a biomassa por se tratar de um processo similar as outras fontes não renováveis. É definido termoelétrica toda usina que queima algum combustível para gerar energia elétrica. No caso da biomassa, o combustível utilizado são resíduos da cana de açúcar, cascas de arroz, madeira e outros. Por utilizar resíduos renováveis, ela é considerada uma forma de geração de energia elétrica renovável. Já para as não renováveis os combustíveis são os óleos, carvões, gás natural e outros derivados do petróleo. Nos dois casos existe a queima do combustível que é utilizado para transformar a água em vapor. Este vapor passa por uma turbina ligada a um gerador que gera a energia elétrica. Estas usinas são usualmente utilizadas em casos de emergência, ou seja, em períodos que as usinas hidrelétricas estão gerando pouca energia elétrica. Qual as vantagens da biomassa? Ela emite menos poluentes, comparada com as termelétricas tradicionais, e normalmente é construído próximo do local onde vai ser utilizada a energia elétrica. Também é realizado o aproveitamento do que seria descartado em outras indústrias, tornando assim seu combustível muito mais barato. Fonte Nuclear A fonte nuclear pode ser considerada parte das termoelétricas, porém o combustível utilizado é um material radioativo. Dentro de um tanque isolado acontece um processo chamado de fissão, que é basicamente a divisão dos átomos radioativos. Quando o átomo se divide, ela gera uma grande quantidade de energia e esta energia gera calor. Para resfriar este reator, tanque isolado, se utiliza água. E esta é utilizada para transformar outra água em vapor. Então como as termelétricas, este vapor passa por uma turbina onde ocorre a geração de energia elétrica. Existem pessoas que consideram a energia nuclear como uma fonte limpa, por não emitir gases que provoquem o efeito estufa. Contudo, temos diversas catástrofes que aconteceram devido a problemas com este tipo de usina. Temos o desastre de Chernobyl, em 1986, que até hoje, não foi possível recuperar a cidade. Este acidente aconteceu durante um teste de “apagão” na usina. No decorrer do teste, houve uma falha de segurança. Por causa desta falha de segurança, ocorreu uma reação que não foi controlada que levou a água para o gerador, causando uma explosão. E nos últimos anos, o acidente nuclear de Fukushima. Este acidente foi causado por desastres naturais. Tudo começou com um terremoto. Logo após o terremoto, os reatores foram desativados e as fissões foram interrompidas. Porém a mesma usina sofreu com um tsunami que desligou os geradores de emergência, e estes funcionavam para resfriar os reatores. Com esta interrupção, os reatores não foram resfriados e eles derreteram causando as explosões. Fonte hidrelétrica No Brasil cerca de 68% da energia vem de fontes hidroelétricas, conforme visto anteriormente. A fonte hidroelétrica é dividia entre três tipos, usinas hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas. Estas são divididas de acordo com sua capacidade instalada, ou seja, sua potência de geração de energia elétrica. São consideradas Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH) as usinas com potência instalada de até 1 MW. Já as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) possuem uma potência instalada de 1,1 MW até 30 MW. Logo as usinas hidrelétricas (UHE), são as consideradas com a potência instalada maior que os 30 MW. A energia elétrica é produzida quando a água passa por uma turbina, que gera energia mecânica. Lembrando que esta turbina é diferente da turbina para o vapor d e água utilizado nas termelétricas. Esta turbina está ligada em um gerador que vai transformar esta energia mecânica em energia elétrica. Os modelos mais comuns de turbinas são as turbinas Pelton, Kaplan, Francis e Bulbo, sendo a última mais usada em usinas a fio d’água. Estas usinas possuem características semelhantes como a barragem, casa de força, canal de fuga e o vertedouro. A barragem serve para criar o reservatório de água, alterando o curso natural do rio. A casa de força é onde estão localizados as turbinas e os geradores. O canal de fuga é a saída da água da casa de força para voltar ao leito do rio. E o vertedouro serve para liberar o excesso de água do reservatório. Energia Eólica A energia elétrica é produzida a partir da transformação da energia dos ventos em energia elétrica através de aerogeradores. Os aerogeradores são como cata-ventos, as pás destes equipamentos giram e este movimento faz com que se gere energia elétrica. No Brasil esta energia representa 8% de toda nossa matriz energética, isso representa 12.309 MW em potência instalada. E para variar, a China tem a maior capacidade instalada do mundo, com 164.061 MW. Por curiosidade, a China tem mais potência instalada que as Américas, África, Oceania e Oriente médio juntos. E você sabe como surge o vento? O vento é um movimento constante que o ar faz devido a diferença de temperatura. Simplificando, o sol aquece todas as superfícies, porém algumas aquecem mais rápidas que as outras. Sendo assim, a superfície que aqueceu mais rápido obtém um ar mais quente. Este ar aquecido é mais leve que o ar mais frio. Então o ar quente é substituído por um ar mais frio que vem de outra região. E esta troca de ar quente/frio cria a ação que o ar faz que é chamada de vento. No final podemos

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Garoto na claraboia tocando no painel solar

Economizar com Energia Solar Fotovoltaica

Para começar, não vou falar que para economizar em energia elétrica você deve: Ficar menos temo no chuveiro; Apagar as luzes quando sair de qualquer cômodo da sua residência; Escolher equipamentos mais eficientes; Substituir as lâmpadas comuns por LEDs e; Desligar os aparelhos da tomada quando não estiver utilizando. Hoje vamos falar sobre como a energia solar fotovoltaica pode te ajudar a economizar e algumas outras formas de economia. Então, como a energia solar fotovoltaica pode te ajudar a economizar? No ano de 2012 houve uma grande revolução no modo como a população poderia ter relação com a energia elétrica. Conforme comentado no post sobre a história da energia solar, foi publicado a resolução normativa (RN) número 482. Tal resolução diz: Estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, o sistema de compensação de energia elétrica, e dá outras providências. No dia 24 de novembro de 2015 foi publicado a resolução normativa número 687, que é uma revisão da RN482. Nesta última revisão descreve quem pode e quais os tipos de adesão, prazo para o consumo e qual benefício utilizamos. A ANEEL aderiu ao estilo Net Metering, ou seja, sistema de compensação de energia elétrica. Este sistema diz que toda energia elétrica gerada pelo consumidor é cedida a distribuidora e posteriormente compensada com o consumo. Isso quer dizer que, geramos energia elétrica, doamos esta energia e depois podemos utilizar a mesma quantidade sem nenhum custo. Além disso, é possível economizar com este sistema de compensação de energia elétrica em qualquer lugar do Brasil. E o que é microgeração e minigeração? Microgeração é um sistema de geração de energia elétrica que seja menor ou igual a 75 kW de potência instalada. Minigeração é a central geradora que seja maior que 75 kW e menor ou igual até 5 MW de potência instalada. Porém, para fontes hídricas a minigeração é até 3 MW em potência instalada. Nos dois casos só são contempladas cogerações qualificadas ou fontes renováveis de energia elétrica. As fontes de geração de energia são a hidráulica, solar, eólica e biomassa e obrigatoriamente devem estar conectadas a rede. Então na geração distribuída temos 5 possibilidades que são as duas citadas acima, microgeração e minigeração. Também temos o empreendimento com múltiplas unidades consumidoras, que é caracterizado por possuir diversos consumidores em um mesmo local. Para este tipo de empreendimento a central geradora deve estar instalada no mesmo local, ou numa área contigua. Além disso, temos a geração compartilhada, que é um consórcio ou cooperativa de pessoas físicas ou jurídicas. E estas possuam uma unidade central geradora em local diferente das unidades consumidoras. E para finalizar, há o autoconsumo remoto, que é ter uma central geradora que possua diversos locais consumidores de mesma titularidade. Ou seja, uma mesma pessoa pode instalar o sistema em uma região da cidade para consumir em outro local. Para todos estes sistemas estarem de acordo com a regra, devem estar na mesma área de concessão da distribuidora. Simplificando, a mesma empresa que recebe energia elétrica da central geradora deve fornecer para os demais locais. O que se trata geração distribuída? Geração distribuída é o nome dado para empreendimento que estão conectados direto no sistema elétrico de distribuição. Certo, agora me explica um pouco melhor o como posso economizar com o sistema de compensação de energia. Em nossa fatura de energia elétrica, mostra qual o valor total consumido de energia elétrico por mês. A quantidade é apresentada em kWh. A primeira análise que temos que fazer é o tipo de conexão, quer dizer, se é monofásico, bifásico ou trifásico. Cada tipo de conexão tem sua particularidade, além de cada um deles possuir uma taxa mínima obrigatória. Para monofásico a taxa mínima é do pagamento de 30 kWh. Já para bifásico e trifásico é de 50 kWh e de 100 kWh, respectivamente. Sabendo disso, o valor calculado para geração de energia é o seu consumo subtraído deste valor. Para facilitar, caso sua conexão seja monofásica e você consome 180 kWh por mês. Desta forma, vamos montar um sistema que faça você economizar até 150 kWh por mês. Caso você espere alguma mudança em seu padrão de consumo, que vá aumentar seu consumo médio mensal. Como por exemplo, a chegada de um filho, a ampliação de algum sistema elétrico ou compra de novos equipamentos. Podemos desenvolver um sistema um pouco maior que gere mais que a energia elétrica consumida atualmente. Esta energia excedente fica como crédito de energia elétrica, que pode ser consumido em até 60 meses seguintes. E qual o processo para instalar um sistema de energia solar fotovoltaico? Primeiro, você se cadastra em nosso site e  nós vamos entrar em contato com você para entender um pouco melhor sobre seu consumo. Depois de levantar todas as informações e entender suas particularidades, vamos desenvolver um sistema único para você. Enviamos a documentação para a concessionária de energia elétrica para aprovar e se prepararem para a nova central geradora. Depois disso, agendamos um horário para a entrega dos equipamentos e instalação do sistema solar fotovoltaico. Após a instalação, a distribuidora vai até o local realizar uma vistoria e trocar o medidor de energia elétrica. Logo que esta etapa for finalizada você já começa a sentir o efeito da economia. Além desta forma, tem alguma outra maneira de economizar? Tem sim. Hoje algumas distribuidoras de energia elétrica possuem programas de sustentabilidade. Alguns destes programas promovem a economia de energia, como a tarifa social de baixa renda e programas de reciclagem. A tarifa de baixa renda oferece desconto de até 65% em sua conta de luz criado pelo governo federal. E quem pode utilizar este benefício são as famílias inscritas no CadÚnico e beneficiários do BPC – Benefício de Prestação Continuada. Os programas de reciclagem foram criados por apenas algumas distribuidoras, como a Eletropaulo, COELBA e ENEL. Este programa funciona da seguinte forma. Primeiro você se cadastra em algum dos pontos de coleta. Os pontos de coleta estão no link

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Três medidores de energia elétrica na sequência

Você conhece sua conta de luz?

Você Conhece Sua Conta de Luz? Todos os meses nós recebemos a nossa conta de luz, porém muitas vezes não entendemos nada do que está escrito. Então pagamos sem saber o que realmente estamos pagando.  Pensando nisso, resolvemos escrever este texto para tirar todas as dúvidas e trazer a transparência para vocês. Desta forma você consegue entender e começar a questionar o que as distribuidoras de energia impõe sobre nós. Para começar, você sabia que existem diversos tipos de consumidores? Todos nós que consumimos energia elétrica conectado a rede elétrica pagamos a fatura de energia elétrica, também conhecida como conta de luz. Os consumidores são divididos em dois grandes grupos, A e B. O grupo A são compostos por consumidores com fornecimento em tensão igual ou acima 2,3 kV ou sistemas subterrâneos, caracterizado pela tarifa binômia. Neste grupo ainda são subdivididos em A1, A2, A3, A3a, A4 e AS. O subgrupo A1 são os consumidores que recebem com tensão superior ou igual a 230 kV, A2 com tensão entre 88 kV e 138 kV, A3 até 69 kV. Do subgrupo A3a é de 30 kV até 44 kV, já o A4 é entre 2,3 kV e 25 kV. E do subgrupo AS com fornecimento inferior a 2,3 kV porém com um sistema de distribuição subterrâneo. O grupo B são os consumidores com fornecimento em tensão inferior a 2,3 kV ou sistemas subterrâneos, caracterizado pela tarifa monômia.  Como no grupo A, o grupo B é subdividido em B1, B2, B3 e B4. O subgrupo B1 são os consumidores residenciais, B2 os rurais , B3 as demais classes e o B4 iluminação pública. Portanto, hoje vou tratar do grupo B. No entanto, você entende tudo que está escrito na sua conta de luz Primeiro fui buscar algumas informações no site da Eletropaulo, porém, a página, entenda sua conta, não funciona. Na fatura de energia vem descrito todo os dados do consumidor, como  nome e o endereço do cliente. O número de instalação e o número do cliente são como o CPF e o RG da fatura de energia. O mês de referência é o mês que está sendo contabilizado na conta de luz e a data de vencimento.  Depois é apresentado um quadro de classificação da Unidade Consumidora, que é onde demonstra o grupo e o subgrupo que você está enquadrado. Logo em seguida são apresentados os dados de medição, que são os dados do medidor, sendo o número dele e a leitura atual e anterior e quando vai ser realizado a próxima leitura. Neste mesmo campo aparecem o fator multiplicador, o consumo total e os dias que foram contabilizados nesta conta de luz. Depois disso, vem o seu histórico de consumo dos últimos 12 meses e neste campo já é possível ver a sazonalidade do seu consumo. No histórico você consegue ver os meses com maior consumo e então determinar o motivo deste aumento ou se ele se manteve constante. E então, vem a parte de descrição de faturamento, informações, seguindo pelos dados técnicos da instalação, indicadores de qualidade do serviço e o valor total.   Descrição de faturamento, o que é isso? Neste campo estão os dados que são cobrados na sua fatura de energia.  Temos a TUSD que é referente a tarifa do uso do sistema de distribuição da energia, também a TE que é a tarifa de energia. Agora também existe o adicional de bandeira tarifária e mais impostos PIS/PASEP e COFINS. Também é descrito o valor utilizado para o cálculo de ICMS – Imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços e a alíquota. Este ICMS é calculado segundo o artigo 33 do convênio ICM 66/88 e ele vai variar com o seu consumo de energia e o lugar onde ele é utilizado. Esta alíquota pode ter isenção ou chegar até 30% do valor referente ao consumo. A fórmula utilizada para o cálculo da mesma é: Meu Sistema Solar Fotovoltaico Alguns municípios também pagam a COSIP que é uma contribuição para o custeio da iluminação pública de lei número 13.479/02. Neste caso, este valor não entra no cálculo do ICMS. Em certos momentos também vem uma penalidade que a concessionária sofre e é subtraída do valor total. Esta penalidade é referente a falta de energia. Descubra a Bateria e o seu Impacto Inversor Fotovoltaico 12 vilões da energia elétrica Certo, agora me fala, o que é esse adicional tarifário? Em 2015 foi divulgado na resolução normativa número 547/13 da ANEEL que o valor da energia vai mudar de acordo com a condição de geração da energia. Se você não sabe como funciona o sistema elétrico de energia, descubra aqui. Este adicional é dividido em três categorias: verde, amarelo e vermelho. Visto que na categoria verde não há nenhuma adição no valor já cobrado pelas concessionárias. Já na categoria amarela é adicionado um valor de R$ 0,013 para cada quilowatt-hora (kWh). No entanto na bandeira vermelha é dividido em dois patamares, onde no primeiro é adicionado R$ 0,04169 e no segundo R$ 0,06243 para cada kWh. E este adicional serve para todos os consumidores cativos das distribuidoras. E o fator multiplicador? O Fator multiplicador que vem descrito na sua conta de luz é característico do medidor de energia.  Esse fator multiplicador pode ser 1, 28, 40 ou qualquer número está aparecendo na sua conta de luz, porém não interfere na leitura real do seu consumo de energia. Este fator multiplicador é dependente do tipo de aparelho você possui instalado em sua unidade consumidora e a tensão de conexão. O fator multiplicador, no seu caso 10, é um valor para deixar todos medidores de energia na mesma base. Ou seja, se o seu fator multiplicador fosse 1 seu consumo de energia iria marcar 10x menos que você consome e isso não iria representar o seu consumo real. Outros dados que são importantes mencionar são a composição do fornecimento de energia. que inclui a geração, distribuição, transmissão, encargos, perdas e tributos. Mas este campo muda de empresa para empresa,

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duas mãos segurando o globo terrestre com a painéis solares fotovoltaicos, aerogeradores e flores.

Você sabe de onde vem a energia elétrica?

Você sabe de onde vem a energia elétrica? Hoje vamos falar sobre um pouco sobre o mundo da energia elétrica. Nossa cadeia energética é composta por três grandes setores, a geração, a transmissão e a distribuição.  Cada qual tem seu papel de extrema importância para termos energia elétrica em nossas residências, comércios e indústria. O que é e quais são as responsabilidades de cada setor? A geração é responsável por gerar toda nossa energia elétrica através de fontes como hidroelétrica, termoelétricas, eólicas, nuclear, solar e outras. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil possui uma capacidade instalada de 160.381 megawatts (MW), sendo deste montante 5.650 MW vindo do Paraguai e 200 MW da Venezuela.  Deste total, a geração distribuída representa apenas 0,2% da matriz energética com uma potência instalada de 378 MW atingindo um total de 31.332 unidades, sendo 31.136 destas unidades com sistemas solares instalado. A energia elétrica que utilizamos para alimentar todos nossos eletrodomésticos, utensílios, equipamentos eletrônicos e demais equipamentos elétricos provém em sua maior parte de uma fonte considerada renovável, as hidroelétricas. Hoje o Brasil conta com quase 67,8% de sua capacidade de geração de energia elétrica vinda de hidroelétricas, seguida das termoelétricas com 21,9%, depois 7,9% de eólicas (energia do vento), 1,3% de nuclear e apenas 0,6% de energia solar. E qual a maior usina de energia do Brasil? A maior usina do Brasil é a Usina Hidroelétrica Binacional de Itaipu, com capacidade instalada de 14.000 MW, esta possui uma área inundada de 1.350 km², ou seja, mais que o dobro da área inundada da usina de Belo Monte. Só para ter uma ideia, a cidade de São Paulo possui uma área total de 1.521 km².  Para se ter uma ideia, para a construção da usina de Belo Monte com uma capacidade instalada de 11.233 megawatts (MW) foi necessário inundar uma área de 516 km², ou seja, inundar o município de São João da Boa Vista ou um pouco mais de 72.268 campos de futebol.  E a lista de usinas hidroelétricas seguem com Usina hidroelétrica de São Luiz do Tapajós, Usina hidroelétrica de Tucuruí e mais 1.332 outras, incluindo usinas hidroelétricas, centrais geradoras hidroelétricas e pequenas centrais hidroelétricas. Qualquer pessoa pode construir uma usina e vender esta energia? Resumidamente, sim, todos podem construir uma usina e vender esta energia. Porém para vender é necessário participar de leilões de energia realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. Este ano foi realizado um leilão de geração da ANEEL focado em energias renováveis, e neste, foram negociadas 41,659 MW de fontes hídricas, 61,800 MW de fontes de biomassa, 114,400 MW de fontes eólicas e 806,640 MW de fontes solares.  Isso mostra o quanto a energia solar é confiável e o quanto ela tem sentido como investimento de longo prazo, não apenas financeiramente, mas também para o meio ambiente e o futuro mundial.  A previsão é que em 2022 o cenário se altere para que 66% da nossa energia seja proveniente das hidroelétricas, 22% das termoelétricas, 9% de fontes eólicas, 2% de energia solar e o restante distribuído entre outras fontes, como nuclear e maremotriz. Entendi um pouco mais sobre a geração e a transmissão como funciona? A transmissão é responsável por conectar a geração com a distribuição, ou seja, toda energia gerada é transportada do local que é gerado até o local onde deve ser consumido.  Esta energia é transmitida em alta tensão pelo motivo de reduzir a perda durante esta etapa. Para se ter ideia, a energia elétrica chega em nossa residência a 110 V e/ou 220 V e a transmissão de energia elétrica em corrente alternada pode chegar até 750 kV ou 750.000 V e em corrente contínua até 800 kV. Toda esta geração e transmissão é monitorado pela ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico, sendo ela responsável por otimizar a operação do sistema elétrico, garantir o fornecimento de energia e contribuir para o crescimento do Sistema Interligado Nacional. E o que é o Sistema Interligado Nacional (SIN)?   O SIN é o conjunto da geração com a transmissão do país, interligados entre si.  O Brasil é dividido em quatro subsistemas, Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e grande parte da região Norte e esta interconexão é vantajosa, pois permite que todo o sistema de energia possa ser transmitido de um ponto a outro no Brasil, ou seja, a energia que é gerada na região Norte pode ser consumida/utilizada na região Sul.   Assim, quase em sua totalidade o sistema elétrico brasileiro é conectado. Já conheço a geração e a transmissão, me fale agora sobre a distribuição. Já a distribuição é o setor onde liga a transmissão com os consumidores finais, sendo eles residenciais, comercias e a indústria de pequeno porte.  É esta a responsável pelo nosso abastecimento de energia elétrica para suprir as necessidades diárias e a que culpamos por alguma queda de energia, algum aparelho queimado ou algum reajuste em nossa fatura de energia elétrica. O processo da distribuição se inicia no momento que a energia elétrica chega da transmissão e ela deixa adequada para o nosso consumo. Como um setor se interliga com outro? Além da parte física conectada, uma depende diretamente da outra para funcionar. Como assim? Em resumo a distribuidora de energia elétrica, faz um estudo prévio baseado em médias históricas de quanta energia ela vai precisar para distribuir para todos os seus consumidores finais, incluindo toda a gama de consumidores.  Com este estudo, ela compra a energia elétrica das geradoras e paga uma taxa para o transporte da energia elétrica para as transmissoras. Você comentou sobre a geração distribuída, o que é isso? Bem lembrado, temos as gerações distribuídas, como citado anteriormente, que é a geração de energia elétrica de baixa potência instalada que atua diretamente entre o consumidor e a distribuidora de energia. Hoje, ainda não é possível a negociação de compra e venda de energia elétrica para este tipo de geração com a distribuidora, porém depois da resolução normativa da ANEEL de n 482 de 17 de abril

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