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PL 5829 O Futuro da Energia Solar Fotovoltaica

PL 5829: o Futuro da Energia Solar Fotovoltaica

PL 5829: o futuro da Energia Solar Fotovoltaica 27/07/2020 Como você já deve saber, hoje é possível produzir a própria energia elétrica a partir de fontes renováveis. Entre as fontes renováveis estão as hídricas, biomassa, eólica e a energia solar fotovoltaica. E a possibilidade de gerar a própria energia teve início lá em 2012 com a chegada da Resolução Normativa 482. Obs.: Que nostalgia, em 2012 eu tinha acabado de entrar no setor de geração de energia. Bom voltando ao assunto, a resolução normativa em 2012 trouxe os princípios das regras vigentes até a data atual. Trouxe a nomenclatura de geração distribuída, microgeração, minigeração e a compensação de energia elétrica. De forma bem resumida a geração distribuída é a geração de energia elétrica realizada próxima do local que vai ser consumida a energia. A microgeração são usinas de geração de energia menores que 75 kW de potência instalada. A minigeração são usinas de 75 kW até 5.000 kW de potência instalada. E a compensação de energia é a possibilidade de você diminuir a sua conta de luz com o quanto você gera de energia elétrica na sua usina. Se tiver mais interesse em conhecer sobre a Resolução Normativa 482, vou deixar esse link para um blog anterior. E hoje, com uma incrível marca de 0,5% de uso da energia elétrica através da fonte fotovoltaica para a população o governo planeja alterar as regras. E o novo marco legal para a geração distribuída é um projeto de lei de número 5829 de 2019. Mas antes de começar a despejar informação para vocês eu preciso contextualizar para quem é novo por aqui. Quais são as regras atuais? Hoje, como eu disse no começo do texto, somos regulados por uma resolução normativa 482. Basicamente ela diz que todos temos a possibilidade de gerar a nossa própria energia elétrica. E toda energia elétrica que geramos nós “cedemos” de forma gratuita para as distribuidoras de energia. E hoje a cada 1 kWh gerado elas devolvem 1 kWh para consumirmos. Isso sem contar os impostos. Em alguns estados, como Minas Gerais, Rio de Janeiro e daqui a pouco Espírito Santo é 1 para 1. Já os demais são obrigados a pagar uma parcelo do ICMS. Não vou entrar em detalhes sobre o ICMS, pois aqui é um outro debate que podemos fazer mais para frente. Agora que você já entendeu o panorama atual. Veículos Elétricos Posso Instalar Energia Solar para o meu Ar-Condicionad Conheça os Impactos Ambientais da Energia Solar Vamos para o que a ANEEL apresentou no final do ano passado. A Agência Nacional de Energia Elétrica apresentou 5 propostas para a mudança da Resolução normativa. A alternativa 0 é não alterar a resolução vigente e continuar da mesma forma até a próxima revisão da resolução. Antes de explicar as alternativas eu preciso explicar rapidamente quais são os componentes que pagamos da energia elétrica. Podemos dividir a energia elétrica em 6 componentes: TUSD Fio B – Representa o custo da distribuidora de energia TUSD Fio A – Representa o custo da transmissora de energia TUSD Encargos – Representa os encargos para a distribuição da energia TUSD Perdas – Representa as perdas da energia durante a transmissão e distribuição TE Encargos – São os Encargos referentes a geração de energia TE Energia – Representa o custo para a geração de energia elétrica. Agora vamos para as alternativas da ANEEL. Alternativa 1 Nós temos que pagar os custos da distribuidora de energia, fio B. Essa componente representa cerca de 28% do valor do kWh utilizado Ou seja, agora a compensação não é mais de 1 para 1, vai ser de 1 para 0,72. Alternativa 2 A proposta é pagarmos o fio B e o fio A o que equivale a cerca de 34% do valor total do kWh. Então a compensação agora é de 1 para 0,66. Alternativa 3 Agora vamos pagar o fio B, o fio A mais os encargos para o transporte dessa energia que nós geramos. E essa conta vai para 41% do kWh consumido, então se você doa 1 kWh para a distribuidora você recebe 0,59 kWh. Está piorando não é? Alternativa 4 Bom você já entendeu o ritmo, agora pagamos o fio B, fio A, TUSD Encargos e mais TUSD Perdas. Totalizando um total de 49% de custo, o que representa uma compensação de 51% da energia. Já a alternativa 5 É a que a única componente que você compensa é a TE Energia. Então, no final das contas você gera 1 kWh e recebe 0,37 kWh. Agora me fala, qual alternativa você acha que a ANEEL achou mais coerente para o futuro do Brasil? Parabéns, você acertou, é a Alternativa 5 a escolha da ANEEL. Para esse absurdo não acontecer todo o setor de geração distribuída está ansioso com o projeto de lei de n 5829 de 2019. PL 5829 A PL 5829 tem como autor o Deputado Silar Câmara e como relator o Deputado Lafayette Andrada. O relatório tem mais de 30 páginas e eu vou trazer 6 pontos que achei importantes apresentar para vocês. Se quiser ler na íntegra, esse é o link. Este projeto de lei traz uma garantia para todos os consumidores que aderirem ao sistema de compensação de energia atual. É considerado direito adquirido de todas as usinas existentes que continuem por mais 26 anos com as regras existentes. É o período de transição, que é considerado por 12 meses após o projeto de lei estar vigente. Ou seja, todos que entrarem até 12 meses depois do projeto de lei, serão enquadrados dentro da resolução normativa 482. Vai sim ser cobrado a TUSD Fio B dos novos integrantes, mas ela vai ser gradual. Vou explicar através de um quadro para facilitar o processo, e aqui as modalidades junto a carga, compartilhada e EMUC. O Autoconsumo remoto é até 500 kW de potência instalada. Lembrando que a parcelo do fio B representa cerca de 28% da tarifa de energia. E quando for autoconsumo remoto com uma

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Módulos fotovoltaicos instalados em um telhado

Ganhe dinheiro alugando o seu telhado

Ganhe dinheiro alugando o seu telhado 29/10/2020 A energia solar fotovoltaica é uma energia realmente única. Ela é uma das únicas fontes de geração de energia que é possível gerar em quase todos os locais do planeta. Além disso, com ela é possível diversificar e trabalhar com vários modelos de negócios diferentes. Você sabia que a energia solar fotovoltaica é a energia que mais tem crescido nos últimos anos? Só para se ter uma ideia, de todo investimento realizado em energia elétrica no ano de 2019, 41% foi feito em energia renovável. No Brasil, no ano de 2018 tivemos cerca de 35.483 usinas instaladas e em 2019 chegamos a 120.504. Grande crescimento, não é mesmo? Hoje no Brasil nós temos mais de 3.800.000,00 kW de potência instalada só de energia solar fotovoltaica na geração distribuída. Mas todo esse montante não representa nem 1% de toda energia elétrica gerada no Brasil. Então, como podemos perceber, ainda temos um longo caminho para percorrer e transformar nossa matriz energética. Algo que poucos sabem, é a possibilidade de você conseguir alugar o seu telhado para outras pessoas. Mas antes de mais nada você precisa entender como funciona a energia solar fotovoltaica. De forma bem simples, a energia solar fotovoltaica funciona por causa do efeito fotovoltaico. A radiação solar chega nos módulos fotovoltaicos que transforma a energia da radiação do sol em energia elétrica. Essa energia elétrica gerada vai para um inversor que converte a energia de corrente contínua para corrente alternada. E neste momento nós consumimos a energia ou ela é cedida de forma gratuita para a distribuidora. Neste último caso, essa eletricidade cedida entra como crédito para você consumir nos próximos 60 meses. Se quiser conhecer tudo que você precisa saber sobre energia solar fotovoltaica, clique aqui. E esse setor é regulado pela resolução normativa 482, com outras duas atualizações. Nestas resoluções normativas traz 2 categorias microgeração distribuída e minigeração distribuída. A grande diferença é que na microgeração a potência máxima instalada é até 75 kWp e na minigeração são as usinas acima dos 75 kWp. Depois disso ele traz 4 modalidades para instalar o seu sistema solar fotovoltaico. Geração Junto a carga Como o próprio nome diz, é você ter o seu próprio sistema de geração no local que vai consumir essa energia gerada. Empreendimentos com Múltiplas Unidades Consumidoras Esta modalidade é gerar energia no próprio local que vai consumir a energia gerada, porém por diversas pessoas. Geração Remota É a possibilidade de você gerar energia em um local e consumir em diversos local, porém todos as unidades consumidoras devem ser do mesmo CPF ou CNPJ. Geração Compartilhada Aqui é onde uma usina pode fornecer energia elétrica para diversas CPFs ou CNPJs em diversos locais. Porém todos devem estar conectados na mesma distribuidora. O modelo de negócio trabalhado com aluguel de telhado é o da modalidade de geração compartilhada. Inversor Fotovoltaico Eficiência Energética Resolução normativa 482 da energia solar fotovoltaica Como funciona? Nesta modalidade podemos considerar 3 grandes nomes. O investidor, o locatário e o consumidor final. O investidor é aquele que vai fazer o aporte financeiro, ou seja, é ele que vai investir no sistema solar fotovoltaico. Lembrando que não é o investidor, pode ser a investidora, as investidoras ou os investidores. E esse pode ser até mesmo o dono do local que está alugando o terreno, que no caso para ele é um benefício em dobro. Que também pode ser o próprio Consumidor, que não tem espaço para instalar e usufruir da energia solar fotovoltaica. O locatário é o indivíduo que tem uma área disponível para fazer a instalação do sistema solar fotovoltaico. Neste caso pode ser uma grande área no chão, laje, telhado, galpões e diversos outras grandes áreas disponíveis. E por último, mas o mais importante, o Consumidor final. É ele que vai alugar o sistema solar fotovoltaico do investidor. Quando tratamos de geração compartilhada é preciso criar uma cooperativa ou um consórcio. Se quiser saber a grande diferença e como funciona, temos uma matéria escrita apenas sobre cooperativa solar. Mas como realmente funciona? Vai ser desenvolvido uma Sociedade de Propósito Específico (SPE), é uma empresa com um objetivo bem específico. Que neste caso vai ser a geração de energia e a distribuição desta energia elétrica gerada. O próximo passo é instalar o sistema solar fotovoltaico na área concedida ou alugada. Após o comissionamento da distribuidora a usina solar fotovoltaica entra em operação. E agora toda a energia gerada vai ser distribuída entre todos os cooperados ou consorciados. E é possível distribuir este montante de energia em qualquer proporção. Como assim? Vamos imaginar que temos 20 cooperados e a distribuição não precisa ser de 5% para cada integrante. Pode ser 10% pra um 2% pra outro, 30% para outro e assim por diante. E como eu posso alugar o meu telhado? Como dito no começo desta matéria a energia solar fotovoltaica funciona através do efeito fotovoltaico. E este efeito acontece no contato com a radiação solar. Portanto o local ideia são aqueles que não possuem nenhum tipo de sombra. E eu digo nenhum mesmo, pois uma antena pode diminuir toda geração de energia. Existe também outra possibilidade de aluguel de telhado, quando o investidor é o próprio Consumidor. Que é a geração remota, pois o Consumidor vai buscar um local para instalar o próprio sistema solar fotovoltaico. Então neste caso a consumidora de energia elétrica que mora em um apartamento e não tem área para instalar o seu próprio sistema solar fotovoltaico. Ela pode alugar o telhado de outra pessoa e gerar a própria energia elétrica. Isso não é muito demais? Além de toda essa mobilidade energética ela traz enormes benefícios ambientais e sociais. Se você tem um telhado e quer alugá-lo, clique no botão abaixo. Quero alugar meu telhado Se você quer gerar a própria energia, mas não tem espaço, clique no botão abaixo. Preciso de um telhado Guia Prático Sobre Energia Solar Fotovoltaica Conheça as principais características sobre a geração de energia solar fotovoltaica, como

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Destaque da classificação de eficiência energética de A a E. com uma casa ao fundo.

Eficiência Energética

Eficiência Energética 20/10/2020 Aqui no Brasil pouco é feito e falado em relação a eficiência energética. Em uma declaração dada pela ABESCO – Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia – temos uma perda de 12% em energia. Essa perda está diretamente ligada a processos, equipamentos, hábitos de consumo ineficiente e diversos outros fatores. E esse desperdício de energia resulta em um prejuízo de aproximadamente R$ 30 bilhões por ano. Esses R$ 30 bilhões estão influenciando diretamente nós consumidores e o governo.  Hoje no Brasil nosso consumo de energia pode ser dividido em 6 áreas: transporte, indústria, energia, residencial, comercial e agropecuário. O setor de transportes é responsável por 34,8% e o da industrial de 33,8% já o 31,4% estão distribuídos entre as outras áreas. Por curiosidade o consumo de energia no setor energético é de 11,2%, residencial de 10,6%, comercial de 5,2% e agropecuário com o restante de 4,4%. Além disso, eficiência energética está diretamente ligado a ações de sustentabilidade. Principalmente quando analisamos todos impactos causados por todos recursos do nosso dia a dia. Mas para começar, o que é Eficiência Energética? De forma bem resumida e clara é fazer mais com menos energia. São ações que visam melhorar todo nosso uso das fontes de energia e água, ou seja, buscar o mesmo resultado gastando menos energia. E neste ponto, cada um de nós pode fazer grande diferença, como buscar equipamentos mais eficientes. E se pensarmos cada dia mais tudo que utilizamos é ligado a alguma fonte de energia.   Ações como a troca de lâmpadas por Led são ações relacionadas a eficiência energética. E por que é melhor trocar para LED? Uma lâmpada tipo LED de 7W tem o mesmo nível de luminosidade que uma lâmpada incandescente de 60 W. Ou seja, economia de 53 Watts por hora ou quase 90% de economia apenas com a troca dessa lâmpada. Além disto, a vida útil do LED é 50 vezes maior e o calor que é transferido para o ambiente também é menor. Com isso também gastaremos menos energia com a climatização do ambiente e consequentemente obtém uma economia financeira ainda maior. Outro fator importante são os motores que utilizamos, é estimado que cerca de 70% da energia elétrica da indústria é consumida no motor. Então rever se ainda existe a necessidade de possuir o motor com essa mesma potência e/ou buscar equipamentos mais eficientes. Hoje já temos motores de alta eficiência que trazem uma economia em torno de 20% a 30% em comparação a um motor tradicional. Outro ponto que está conectado a todos os setores é o setor de climatização. Um retrofit (troca de um equipamento antigo por um novo) pode trazer uma economia de até 50% no custo com energia elétrica. Isso sem considerar custos de manutenção do equipamento. Outro ponto interessante a considerar é a proximidade em que os insumos estão sendo gerados. Se utilizarmos insumos gerados em Manaus e consumirmos em São Paulo temos um grande gasto energético envolvido. Temos o próprio custo energético industrial, transporte, tempo, financeiro e um maior risco embutido em todo o ciclo. Um bom jeito de saber quais equipamentos são mais eficientes que outros é o próprio programa criado pelo governo. Por não termos conhecimento técnico de todos equipamentos que vamos utilizar em nosso dia a dia o Inmetro criou o PBE. Para quem não sabe o PBE é o programa brasileiro de etiquetagem. Esse programa é aquele selo, que encontramos nas geladeiras, que vai de A até E, sendo A mais eficiente e E menos eficiente. Então se optarmos por equipamentos do grupo A de eficiência energética vamos trazer diversos benefícios para nós. Resolução normativa 482 da energia solar fotovoltaica Energia Solar Fotovoltaica a nosso favor 5 Mitos e Verdades da Energia Solar Fotovoltaica Quais os impactos da falta de eficiência energética? Financeiro, o mais óbvio de todos, pois com toda a economia possível citada fica bem claro que impacta diretamente o seu bolso. Recursos naturais com a eficiência energética utilizamos todos os insumos de forma a obter o maior valor deste recurso natural. E desta forma gastamos muito menos recursos naturais. Infraestrutura, pois se não pensarmos de modo eficiente, existe a necessidade de construir mais linhas de transmissão e rodovias. E todo esse custo com certeza vai sair do nosso bolso. Socialmente, se considerarmos o cenário do cumprimento das metas do acordo de Paris para eficiência energética. Existe uma perspectiva de gerar em torno de 1.277.663 novos empregos diretos e indiretos até 2030. Portanto a eficiência energética tem grandes impactos diretos e indiretos em nossa vida. E como posso ser mais eficiente energeticamente? Sempre que esta pergunta me vem à cabeça me surge uma pergunta também “Qual a energia mais cara que utilizamos?” E a resposta que eu sempre encontro é aquela que geramos e não utilizamos. Por isso ter em mente que utilizar toda energia e não gerar desperdício é o princípio da eficiência energética. Agora vou citar 10 ações que podem ser realizadas para reduzir nosso consumo energético. Modernização dos equipamentos e materiais Melhorar e/ou aperfeiçoar um processo produtivo Utilização de técnicas de reuso, captação de água pluviais, instalação de terminais redutores Pesquisa para autoprodução de insumos Substituição de dispositivos de iluminação por outros materiais mais eficientes; Utilização de sistemas de automação, possibilitando maior produtividade, otimização de processo, comunicação entre equipamentos; Maior precisão no controle de dados e aumento da qualidade; Utilização de iluminação natural Reaproveitamento de energia em dissipação, como o uso da energia térmica de motores para aquecimento de água. Substituição da energia elétrica por energia solar fotovoltaica. E de bônus vamos citar uma que acreditamos ser muito importante para todas as outras 10 ações funcionarem. A mudança de comportamento. Este é um item que quase ninguém se preocupa, mas é ele que vai levar todos os outros ao sucesso. É uma simples mudança de processo e mudança no comportamento pode resultar enormes benefícios. E uma das mudanças que gostamos de trabalhar é a ideia de prosumidor. Que é

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China

China: a Tendência da Energia Renovável Hoje estamos no meio de uma Pandemia que está assolando todo o Mundo. E uma das causas é a destruição de florestas nativas e a proximidade com animais selvagens. Cada dia mais estamos invadindo o meio natural e isso tem causado a maioria dos nossos últimos problemas de saúde. Segundo a Food and Agriculture Organization of the United Nations (FAO) 70% das doenças modernas são causadas pelos animais. Além do poder destrutivo em massa das áreas verdes do mundo, nós também estamos cometendo um lento suicídio. Que é a grande quantidade de gases do efeito estufa que emitimos, diariamente, em nossa atmosfera. Como é de conhecimento geral, as mudanças climáticas são um dos graves problemas mundiais que enfrentamos nos dias de hoje. Ou você ainda acredita que a mudança climática é invenção e que a terra é plana? Rsss De acordo com World Resources Institute, as principais atividades geradoras de gases de efeito estufa no mundo são: Geração de Eletricidade e Calor (24,9%); Indústria (14,7%); Transporte (14,3%); Agricultura (13,8%); Mudanças no uso do solo (12,2%); Outros combustíveis (8,6%); Processos industriais (4,3%); Lixo (3,2%) A emissão de gases do Efeito Estufa da China continua a subir Hoje um dos maiores responsáveis pela emissão dos gases do efeito estufa do mundo é a China. Para se ter uma ideia, a China gera mais gases do efeito estufa que toda a Europa. Hoje a China emite cerca de 9.825,8 Milhões de Toneladas de CO2 e é responsável por 28,8% de todo gás carbônico emitido no mundo. Como podemos observar a tendência de emissão global dos países desenvolvidos está caindo. Porém a China, indo contra esta tendência pelo fato de mais pessoas terem acesso aos benefícios do mundo globalizado. Benefícios como acesso a energia elétrica, a tecnologias eletrônicas, automóveis e diversas outras tecnologias modernas. Já o índice no Brasil, continua em um patamar relativamente estável, indicando uma estagnação em níveis de emissão de CO2. E essa curva se explica quando analisarmos o volume do consumo de energia em nível local e mundial. Podemos verificar que o consumo de energia da China cresce drasticamente, enquanto a Europa e o EUA continuam no mesmo nível. No caso do Brasil, vemos um leve aumento no consumo energético do país, mas de baixa representatividade a nível mundial. A china é responsável por consumir 24,3% de toda energia gerada mundialmente, e a principal fonte de geração de energia é o Carvão. Porém quando analisamos o consumo per capita o cenário muda. Neste caso temos o EUA em primeiro lugar, depois a Europa, China e por último o Brasil. O EUA teve um consumo per capita de 287,9 GJ (GigaJoule), a Europa com 123,6 GJ, China de 98,8 GJ e o Brasil 58,8GJ. Como dito anteriormente, ainda na China temos diversas áreas com baixos índices socioeconômicos. Além disso, a China conta com uma população de 1,393 bilhão de pessoas, o que faz muita diferença na quantidade de energia necessária. Descubra a Bateria e o seu Impacto Inversor Fotovoltaico 12 vilões da energia elétrica E a geração de energia global está em declínio. Em 2019 tivemos um declínio no consumo energético mundial. E este declínio energético é principalmente por causa dos EUA, Rússia e Índia. Porém a China seguiu o ritmo oposto, aumentando o consumo de energia. Além do crescimento da China, o uso de carvão no mundo caiu pela 4 vez em 6 anos. E quando se trata de investimento em energia, a energia renovável representa 41% de toda energia nova no ano de 2019. E com este enorme crescimento, a energia renovável supera pela primeira vez a energia nuclear no mundo. No mundo o consumo de carvão teve uma queda de 0,6% e sendo a 4° vez que cai o consumo nos últimos 6 anos. E como resultado desta queda, o uso do carvão para geração de energia elétrica no mundo caiu para 27%, que é a menor taxa dos últimos 16 anos. Essa queda representa claramente o futuro da energia mundial. Porém na contramão do mundo a China, teve um aumento na demanda por energia, teve um crescimento de 1,8 EJ. E quando se trata de energia renovável, temos um crescimento enorme. Se considerarmos a energia solar, eólica e biomassa o investimento em energia renovável foi de 40% do ano de 2018 para 2019. Esse aumento representa um aumento de 0,5% no mix da matriz energética mundial. Parece muito pouco, mas representa 3,2EJ no mundo, sendo 1,4EJ de eólica e 1,2 EJ de solar. E a China também lidera neste ponto, com o maior aumento de energia renovável no mundo. Representando cerca de 0,8 EJ e tendo como a energia solar fotovoltaica responsável por 50% deste crescimento. A matriz Energética da China é uma das mais poluidoras do mundo. Em 2003, a matriz energética da China era dividida entre 3 grandes grupos, usinas térmicas, hidroelétricas e nucleares. E as usinas térmicas representavam 82,7% de toda matriz energética e 14,8% era de hidrelétricas. E em menos de 20 anos vemos uma grande evolução da energia renovável dentro da China. Ainda muito lenta, porém uma diferença enorme comparada com 2003. A china representa 23% do consumo mundial de energia renovável. De 2008 até 2018 a China teve um crescimento de energia renovável numa taxa de 36,6% Como podemos analisar pelo gráfico, a China está com um crescimento enorme no uso de energia renovável. Ainda está longe de ter uma matriz energética renovável, porém está migrando para este caminho. E em poucos anos vai ultrapassar toda geração de energia renovável da Europa. Hoje a China já é responsável por 26% de toda energia renovável do mundo. Além disso, o EUA, o segundo país com maior quantidade de energia renovável do planeta, tem 33% menos geração de energia. E se compararmos apenas da energia solar, a China tem mais que o dobro da geração de energia do que o segundo colocado, EUA. Além disso, a energia solar na China em 2019 teve um crescimento de

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