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Energia elétrica

Garoto na claraboia tocando no painel solar

Economizar com Energia Solar Fotovoltaica

Para começar, não vou falar que para economizar em energia elétrica você deve: Ficar menos temo no chuveiro; Apagar as luzes quando sair de qualquer cômodo da sua residência; Escolher equipamentos mais eficientes; Substituir as lâmpadas comuns por LEDs e; Desligar os aparelhos da tomada quando não estiver utilizando. Hoje vamos falar sobre como a energia solar fotovoltaica pode te ajudar a economizar e algumas outras formas de economia. Então, como a energia solar fotovoltaica pode te ajudar a economizar? No ano de 2012 houve uma grande revolução no modo como a população poderia ter relação com a energia elétrica. Conforme comentado no post sobre a história da energia solar, foi publicado a resolução normativa (RN) número 482. Tal resolução diz: Estabelece as condições gerais para o acesso de microgeração e minigeração distribuída aos sistemas de distribuição de energia elétrica, o sistema de compensação de energia elétrica, e dá outras providências. No dia 24 de novembro de 2015 foi publicado a resolução normativa número 687, que é uma revisão da RN482. Nesta última revisão descreve quem pode e quais os tipos de adesão, prazo para o consumo e qual benefício utilizamos. A ANEEL aderiu ao estilo Net Metering, ou seja, sistema de compensação de energia elétrica. Este sistema diz que toda energia elétrica gerada pelo consumidor é cedida a distribuidora e posteriormente compensada com o consumo. Isso quer dizer que, geramos energia elétrica, doamos esta energia e depois podemos utilizar a mesma quantidade sem nenhum custo. Além disso, é possível economizar com este sistema de compensação de energia elétrica em qualquer lugar do Brasil. E o que é microgeração e minigeração? Microgeração é um sistema de geração de energia elétrica que seja menor ou igual a 75 kW de potência instalada. Minigeração é a central geradora que seja maior que 75 kW e menor ou igual até 5 MW de potência instalada. Porém, para fontes hídricas a minigeração é até 3 MW em potência instalada. Nos dois casos só são contempladas cogerações qualificadas ou fontes renováveis de energia elétrica. As fontes de geração de energia são a hidráulica, solar, eólica e biomassa e obrigatoriamente devem estar conectadas a rede. Então na geração distribuída temos 5 possibilidades que são as duas citadas acima, microgeração e minigeração. Também temos o empreendimento com múltiplas unidades consumidoras, que é caracterizado por possuir diversos consumidores em um mesmo local. Para este tipo de empreendimento a central geradora deve estar instalada no mesmo local, ou numa área contigua. Além disso, temos a geração compartilhada, que é um consórcio ou cooperativa de pessoas físicas ou jurídicas. E estas possuam uma unidade central geradora em local diferente das unidades consumidoras. E para finalizar, há o autoconsumo remoto, que é ter uma central geradora que possua diversos locais consumidores de mesma titularidade. Ou seja, uma mesma pessoa pode instalar o sistema em uma região da cidade para consumir em outro local. Para todos estes sistemas estarem de acordo com a regra, devem estar na mesma área de concessão da distribuidora. Simplificando, a mesma empresa que recebe energia elétrica da central geradora deve fornecer para os demais locais. O que se trata geração distribuída? Geração distribuída é o nome dado para empreendimento que estão conectados direto no sistema elétrico de distribuição. Certo, agora me explica um pouco melhor o como posso economizar com o sistema de compensação de energia. Em nossa fatura de energia elétrica, mostra qual o valor total consumido de energia elétrico por mês. A quantidade é apresentada em kWh. A primeira análise que temos que fazer é o tipo de conexão, quer dizer, se é monofásico, bifásico ou trifásico. Cada tipo de conexão tem sua particularidade, além de cada um deles possuir uma taxa mínima obrigatória. Para monofásico a taxa mínima é do pagamento de 30 kWh. Já para bifásico e trifásico é de 50 kWh e de 100 kWh, respectivamente. Sabendo disso, o valor calculado para geração de energia é o seu consumo subtraído deste valor. Para facilitar, caso sua conexão seja monofásica e você consome 180 kWh por mês. Desta forma, vamos montar um sistema que faça você economizar até 150 kWh por mês. Caso você espere alguma mudança em seu padrão de consumo, que vá aumentar seu consumo médio mensal. Como por exemplo, a chegada de um filho, a ampliação de algum sistema elétrico ou compra de novos equipamentos. Podemos desenvolver um sistema um pouco maior que gere mais que a energia elétrica consumida atualmente. Esta energia excedente fica como crédito de energia elétrica, que pode ser consumido em até 60 meses seguintes. E qual o processo para instalar um sistema de energia solar fotovoltaico? Primeiro, você se cadastra em nosso site e  nós vamos entrar em contato com você para entender um pouco melhor sobre seu consumo. Depois de levantar todas as informações e entender suas particularidades, vamos desenvolver um sistema único para você. Enviamos a documentação para a concessionária de energia elétrica para aprovar e se prepararem para a nova central geradora. Depois disso, agendamos um horário para a entrega dos equipamentos e instalação do sistema solar fotovoltaico. Após a instalação, a distribuidora vai até o local realizar uma vistoria e trocar o medidor de energia elétrica. Logo que esta etapa for finalizada você já começa a sentir o efeito da economia. Além desta forma, tem alguma outra maneira de economizar? Tem sim. Hoje algumas distribuidoras de energia elétrica possuem programas de sustentabilidade. Alguns destes programas promovem a economia de energia, como a tarifa social de baixa renda e programas de reciclagem. A tarifa de baixa renda oferece desconto de até 65% em sua conta de luz criado pelo governo federal. E quem pode utilizar este benefício são as famílias inscritas no CadÚnico e beneficiários do BPC – Benefício de Prestação Continuada. Os programas de reciclagem foram criados por apenas algumas distribuidoras, como a Eletropaulo, COELBA e ENEL. Este programa funciona da seguinte forma. Primeiro você se cadastra em algum dos pontos de coleta. Os pontos de coleta estão no link

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Painéis solares refletindo a luz do por do sol

Historia da Energia Solar Fotovoltaica

História da energia solar fotovoltaica Para começar, a energia solar é utilizada desde a criação da terra como fonte de diversos tipos de energia. Já foi utilizada para aquecimento, cozimento, preparação de químicas e misturas e claro como iluminação. A energia solar também foi utilizada para criar ambientes controlados de temperatura e de umidade. Além disso também foi utilizado como relógio solar, que com a posição do sol indica, através da sombra, o horário. Efeito fotovoltaico. Já para a energia elétrica, a história se inicia com um francês chamado Edmond Becquerel. Que em 1839, este cientista observou o efeito fotovoltaico em eletrodos de platina ou prata sob exposição a luz. Mais tarde, em 1873, o engenheiro eletricista Willoughby Smith, descobriu que o selênio era capaz de produzir energia quando em contato com a luz solar. Logo em 1877, os cientistas William Grylls Adams e Richard Evans Day, desenvolveram o primeiro dispositivo fotovoltaico. Como resultado este dispositivo tinha uma eficiência para transformar energia do sol em energia elétrica por volta de 0,5%. Este dispositivo era feito com o depósito de selênio sobre uma placa de ferro com uma fina camada de ouro. Em 1884 a eficiência da célula dobrou, chegando a 1% com o cientista Charles Fritts, quando construída por camadas de selênio. Albert Einsten, em 1905, pela primeira vez, publicou um artigo sobre o efeito fotoelétrico, explicando o efeito destes materiais expostos a luz solar. E este artigo o presenteou com o primeiro prêmio Nobel. E os painéis solares? Anos depois, em 1954, três cientistas criaram a primeira célula fotovoltaica com base em silício, a mais utilizada até os dias de hoje. Foi desenvolvido devido a necessidade de substituir as baterias que se degradavam rapidamente em lugares úmidos. Foi então que no laboratório Bell, os cientistas Daryl Chapin, Calvin Fuller e Gerald Pearson criaram a célula de silício. Fuller estava produzindo barras de silício com uma pequena concentração de gálio e banhando a mesma em lítio. Esta nova célula encontrou diversos obstáculos, como a dificuldade de soldar contatos elétricos e a migração do lítio para seu interior. Porém, substituindo o gálio por arsênio e o lítio por boro foi possível superar estes obstáculos e como resultado obteve uma surpreendente eficiência de 6%. A primeira utilização de um painel solar foi em outubro de 1955 no estado da Georgia, em uma rede telefônica local. Entretanto, devido ao custo demasiado elevado, se via a viabilidade apenas em aplicações especiais, como na indústria espacial. Corrida espacial Em 1957 se deu início a corrida espacial, e em 1958 a NASA utilizou um painel solar fotovoltaico, como reserva de uma pilha convencional. A pilha não funcionou, mas o painel solar manteve o satélite Vanguard I em funcionamento por 8 anos. Por causa do Vanguard I,hoje todos os veículos espaciais fazem uso desta tecnologia, do Vanguard I até o Mars Rover. O Mars Rover é um robô enviado pela NASA que analisa a geologia de Marte. Este robô foi lançado em 2003 e está em funcionamento até hoje por causa dos painéis solares e das baterias. Devido a corrida espacial, as células solares sofreram grandes melhorias na redução de custos e melhoria na eficiência. Já em 1973, tivemos a primeira crise petrolífera que causou um aumento expressivo no investimento em programas solares. Tendo como resultado destes investimentos, em menos de uma década, a redução de custos foi de 80 $/Wp para 12 $/Wp. Nas décadas de oitenta e noventa tivemos outro salto de investimento devido as alterações climáticas causada por combustíveis fósseis. Nesta época é onde tem início das instalações de centrais geradoras e incentivos para programas de telhados solares. Onde posso utilizar a energia solar? Como dito anteriormente, a energia solar fotovoltaica teve início para sistemas isolados, passando para usos espaciais. Em 1981 foi construído o primeiro avião movido a energia solar, que voou da França até a Inglaterra. Este avião utilizou 1600 células fotovoltaicas e foi construído pelo engenheiro Paul MacCready. Logo depois, foi construído o primeiro carro na Austrália, e em 1986 as primeiras centrais de energia solar. E agora conseguimos acompanhar todo o aumento de escala da energia solar fotovoltaica, reduzindo assim, drasticamente o custo por watts. Com o custo reduzido, podemos ver o uso para residências, comércios, industrias e todos os demais usos que envolvam eletricidade. Além dessa redução, temos também um aumento da eficiência de conversão no decorrer dos anos. E quais são os incentivos solares existentes? Os incentivos solares tiveram inicio com a Alemanha em 1990 e depois com o Japão em 1993. Hoje existem diversos tipos de incentivos, tais como o Feed-In, Net Metering, redução de CO2 e de capital subsidiado. Vou comentar sobre dois destes incentivos, que atingem os consumidores de pequeno porte, tais como residencial e comercial. Feed-in Tarifs (FIT) Este é um incentivo para produção de energia elétrica por meio de fontes renováveis, onde possui três principais benefícios: Pagamento pela energia que você produz, mesmo aquela que você próprio utiliza; Bônus por produzir energia elétrica adicional; Redução do custo mensal da sua conta de energia elétrica, usando a própria energia produzida. Nos países que este incentivo é aplicado é válido para qualquer consumidor, como residenciais, comerciais e donos de terrenos. O Feed-In opera na Austrália, Austria, Irlanda, Alemanha, Canadá, Japão, Estados Unidos, Uruguay, Peru e diversos outros. Net Metering Este é o tipo de incentivo praticado no Brasil, junto com diversos outros países, tais como Bélgica, Espanha, Coréia do Sul, México e outros. O Net Metering é conhecido como sistema de compensação de energia elétrica. Este funciona como o próprio nome diz, por meio de compensação, ou seja, você compensa o que você utilizou com o que produziu. Simplificando, você produz sua própria energia a partir de fontes renováveis e abate da sua conta de luz o que você consumiu. No Brasil este incentivo teve início no ano de 2012 com a resolução normativa 482, publicada pela ANEEL. Alguns anos depois houve uma revisão, a resolução normativa 687 em 2015, que é válida até

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Três medidores de energia elétrica na sequência

Você conhece sua conta de luz?

Você Conhece Sua Conta de Luz? Todos os meses nós recebemos a nossa conta de luz, porém muitas vezes não entendemos nada do que está escrito. Então pagamos sem saber o que realmente estamos pagando.  Pensando nisso, resolvemos escrever este texto para tirar todas as dúvidas e trazer a transparência para vocês. Desta forma você consegue entender e começar a questionar o que as distribuidoras de energia impõe sobre nós. Para começar, você sabia que existem diversos tipos de consumidores? Todos nós que consumimos energia elétrica conectado a rede elétrica pagamos a fatura de energia elétrica, também conhecida como conta de luz. Os consumidores são divididos em dois grandes grupos, A e B. O grupo A são compostos por consumidores com fornecimento em tensão igual ou acima 2,3 kV ou sistemas subterrâneos, caracterizado pela tarifa binômia. Neste grupo ainda são subdivididos em A1, A2, A3, A3a, A4 e AS. O subgrupo A1 são os consumidores que recebem com tensão superior ou igual a 230 kV, A2 com tensão entre 88 kV e 138 kV, A3 até 69 kV. Do subgrupo A3a é de 30 kV até 44 kV, já o A4 é entre 2,3 kV e 25 kV. E do subgrupo AS com fornecimento inferior a 2,3 kV porém com um sistema de distribuição subterrâneo. O grupo B são os consumidores com fornecimento em tensão inferior a 2,3 kV ou sistemas subterrâneos, caracterizado pela tarifa monômia.  Como no grupo A, o grupo B é subdividido em B1, B2, B3 e B4. O subgrupo B1 são os consumidores residenciais, B2 os rurais , B3 as demais classes e o B4 iluminação pública. Portanto, hoje vou tratar do grupo B. No entanto, você entende tudo que está escrito na sua conta de luz Primeiro fui buscar algumas informações no site da Eletropaulo, porém, a página, entenda sua conta, não funciona. Na fatura de energia vem descrito todo os dados do consumidor, como  nome e o endereço do cliente. O número de instalação e o número do cliente são como o CPF e o RG da fatura de energia. O mês de referência é o mês que está sendo contabilizado na conta de luz e a data de vencimento.  Depois é apresentado um quadro de classificação da Unidade Consumidora, que é onde demonstra o grupo e o subgrupo que você está enquadrado. Logo em seguida são apresentados os dados de medição, que são os dados do medidor, sendo o número dele e a leitura atual e anterior e quando vai ser realizado a próxima leitura. Neste mesmo campo aparecem o fator multiplicador, o consumo total e os dias que foram contabilizados nesta conta de luz. Depois disso, vem o seu histórico de consumo dos últimos 12 meses e neste campo já é possível ver a sazonalidade do seu consumo. No histórico você consegue ver os meses com maior consumo e então determinar o motivo deste aumento ou se ele se manteve constante. E então, vem a parte de descrição de faturamento, informações, seguindo pelos dados técnicos da instalação, indicadores de qualidade do serviço e o valor total.   Descrição de faturamento, o que é isso? Neste campo estão os dados que são cobrados na sua fatura de energia.  Temos a TUSD que é referente a tarifa do uso do sistema de distribuição da energia, também a TE que é a tarifa de energia. Agora também existe o adicional de bandeira tarifária e mais impostos PIS/PASEP e COFINS. Também é descrito o valor utilizado para o cálculo de ICMS – Imposto sobre circulação de mercadorias e prestação de serviços e a alíquota. Este ICMS é calculado segundo o artigo 33 do convênio ICM 66/88 e ele vai variar com o seu consumo de energia e o lugar onde ele é utilizado. Esta alíquota pode ter isenção ou chegar até 30% do valor referente ao consumo. A fórmula utilizada para o cálculo da mesma é: Meu Sistema Solar Fotovoltaico Alguns municípios também pagam a COSIP que é uma contribuição para o custeio da iluminação pública de lei número 13.479/02. Neste caso, este valor não entra no cálculo do ICMS. Em certos momentos também vem uma penalidade que a concessionária sofre e é subtraída do valor total. Esta penalidade é referente a falta de energia. Descubra a Bateria e o seu Impacto Inversor Fotovoltaico 12 vilões da energia elétrica Certo, agora me fala, o que é esse adicional tarifário? Em 2015 foi divulgado na resolução normativa número 547/13 da ANEEL que o valor da energia vai mudar de acordo com a condição de geração da energia. Se você não sabe como funciona o sistema elétrico de energia, descubra aqui. Este adicional é dividido em três categorias: verde, amarelo e vermelho. Visto que na categoria verde não há nenhuma adição no valor já cobrado pelas concessionárias. Já na categoria amarela é adicionado um valor de R$ 0,013 para cada quilowatt-hora (kWh). No entanto na bandeira vermelha é dividido em dois patamares, onde no primeiro é adicionado R$ 0,04169 e no segundo R$ 0,06243 para cada kWh. E este adicional serve para todos os consumidores cativos das distribuidoras. E o fator multiplicador? O Fator multiplicador que vem descrito na sua conta de luz é característico do medidor de energia.  Esse fator multiplicador pode ser 1, 28, 40 ou qualquer número está aparecendo na sua conta de luz, porém não interfere na leitura real do seu consumo de energia. Este fator multiplicador é dependente do tipo de aparelho você possui instalado em sua unidade consumidora e a tensão de conexão. O fator multiplicador, no seu caso 10, é um valor para deixar todos medidores de energia na mesma base. Ou seja, se o seu fator multiplicador fosse 1 seu consumo de energia iria marcar 10x menos que você consome e isso não iria representar o seu consumo real. Outros dados que são importantes mencionar são a composição do fornecimento de energia. que inclui a geração, distribuição, transmissão, encargos, perdas e tributos. Mas este campo muda de empresa para empresa,

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duas mãos segurando o globo terrestre com a painéis solares fotovoltaicos, aerogeradores e flores.

Você sabe de onde vem a energia elétrica?

Você sabe de onde vem a energia elétrica? Hoje vamos falar sobre um pouco sobre o mundo da energia elétrica. Nossa cadeia energética é composta por três grandes setores, a geração, a transmissão e a distribuição.  Cada qual tem seu papel de extrema importância para termos energia elétrica em nossas residências, comércios e indústria. O que é e quais são as responsabilidades de cada setor? A geração é responsável por gerar toda nossa energia elétrica através de fontes como hidroelétrica, termoelétricas, eólicas, nuclear, solar e outras. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o Brasil possui uma capacidade instalada de 160.381 megawatts (MW), sendo deste montante 5.650 MW vindo do Paraguai e 200 MW da Venezuela.  Deste total, a geração distribuída representa apenas 0,2% da matriz energética com uma potência instalada de 378 MW atingindo um total de 31.332 unidades, sendo 31.136 destas unidades com sistemas solares instalado. A energia elétrica que utilizamos para alimentar todos nossos eletrodomésticos, utensílios, equipamentos eletrônicos e demais equipamentos elétricos provém em sua maior parte de uma fonte considerada renovável, as hidroelétricas. Hoje o Brasil conta com quase 67,8% de sua capacidade de geração de energia elétrica vinda de hidroelétricas, seguida das termoelétricas com 21,9%, depois 7,9% de eólicas (energia do vento), 1,3% de nuclear e apenas 0,6% de energia solar. E qual a maior usina de energia do Brasil? A maior usina do Brasil é a Usina Hidroelétrica Binacional de Itaipu, com capacidade instalada de 14.000 MW, esta possui uma área inundada de 1.350 km², ou seja, mais que o dobro da área inundada da usina de Belo Monte. Só para ter uma ideia, a cidade de São Paulo possui uma área total de 1.521 km².  Para se ter uma ideia, para a construção da usina de Belo Monte com uma capacidade instalada de 11.233 megawatts (MW) foi necessário inundar uma área de 516 km², ou seja, inundar o município de São João da Boa Vista ou um pouco mais de 72.268 campos de futebol.  E a lista de usinas hidroelétricas seguem com Usina hidroelétrica de São Luiz do Tapajós, Usina hidroelétrica de Tucuruí e mais 1.332 outras, incluindo usinas hidroelétricas, centrais geradoras hidroelétricas e pequenas centrais hidroelétricas. Qualquer pessoa pode construir uma usina e vender esta energia? Resumidamente, sim, todos podem construir uma usina e vender esta energia. Porém para vender é necessário participar de leilões de energia realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL. Este ano foi realizado um leilão de geração da ANEEL focado em energias renováveis, e neste, foram negociadas 41,659 MW de fontes hídricas, 61,800 MW de fontes de biomassa, 114,400 MW de fontes eólicas e 806,640 MW de fontes solares.  Isso mostra o quanto a energia solar é confiável e o quanto ela tem sentido como investimento de longo prazo, não apenas financeiramente, mas também para o meio ambiente e o futuro mundial.  A previsão é que em 2022 o cenário se altere para que 66% da nossa energia seja proveniente das hidroelétricas, 22% das termoelétricas, 9% de fontes eólicas, 2% de energia solar e o restante distribuído entre outras fontes, como nuclear e maremotriz. Entendi um pouco mais sobre a geração e a transmissão como funciona? A transmissão é responsável por conectar a geração com a distribuição, ou seja, toda energia gerada é transportada do local que é gerado até o local onde deve ser consumido.  Esta energia é transmitida em alta tensão pelo motivo de reduzir a perda durante esta etapa. Para se ter ideia, a energia elétrica chega em nossa residência a 110 V e/ou 220 V e a transmissão de energia elétrica em corrente alternada pode chegar até 750 kV ou 750.000 V e em corrente contínua até 800 kV. Toda esta geração e transmissão é monitorado pela ONS – Operador Nacional do Sistema Elétrico, sendo ela responsável por otimizar a operação do sistema elétrico, garantir o fornecimento de energia e contribuir para o crescimento do Sistema Interligado Nacional. E o que é o Sistema Interligado Nacional (SIN)?   O SIN é o conjunto da geração com a transmissão do país, interligados entre si.  O Brasil é dividido em quatro subsistemas, Sul, Sudeste/Centro-Oeste, Nordeste e grande parte da região Norte e esta interconexão é vantajosa, pois permite que todo o sistema de energia possa ser transmitido de um ponto a outro no Brasil, ou seja, a energia que é gerada na região Norte pode ser consumida/utilizada na região Sul.   Assim, quase em sua totalidade o sistema elétrico brasileiro é conectado. Já conheço a geração e a transmissão, me fale agora sobre a distribuição. Já a distribuição é o setor onde liga a transmissão com os consumidores finais, sendo eles residenciais, comercias e a indústria de pequeno porte.  É esta a responsável pelo nosso abastecimento de energia elétrica para suprir as necessidades diárias e a que culpamos por alguma queda de energia, algum aparelho queimado ou algum reajuste em nossa fatura de energia elétrica. O processo da distribuição se inicia no momento que a energia elétrica chega da transmissão e ela deixa adequada para o nosso consumo. Como um setor se interliga com outro? Além da parte física conectada, uma depende diretamente da outra para funcionar. Como assim? Em resumo a distribuidora de energia elétrica, faz um estudo prévio baseado em médias históricas de quanta energia ela vai precisar para distribuir para todos os seus consumidores finais, incluindo toda a gama de consumidores.  Com este estudo, ela compra a energia elétrica das geradoras e paga uma taxa para o transporte da energia elétrica para as transmissoras. Você comentou sobre a geração distribuída, o que é isso? Bem lembrado, temos as gerações distribuídas, como citado anteriormente, que é a geração de energia elétrica de baixa potência instalada que atua diretamente entre o consumidor e a distribuidora de energia. Hoje, ainda não é possível a negociação de compra e venda de energia elétrica para este tipo de geração com a distribuidora, porém depois da resolução normativa da ANEEL de n 482 de 17 de abril

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