Historia da Energia Solar Fotovoltaica
História da energia solar fotovoltaica Para começar, a energia solar é utilizada desde a criação da terra como fonte de diversos tipos de energia. Já foi utilizada para aquecimento, cozimento, preparação de químicas e misturas e claro como iluminação. A energia solar também foi utilizada para criar ambientes controlados de temperatura e de umidade. Além disso também foi utilizado como relógio solar, que com a posição do sol indica, através da sombra, o horário. Efeito fotovoltaico. Já para a energia elétrica, a história se inicia com um francês chamado Edmond Becquerel. Que em 1839, este cientista observou o efeito fotovoltaico em eletrodos de platina ou prata sob exposição a luz. Mais tarde, em 1873, o engenheiro eletricista Willoughby Smith, descobriu que o selênio era capaz de produzir energia quando em contato com a luz solar. Logo em 1877, os cientistas William Grylls Adams e Richard Evans Day, desenvolveram o primeiro dispositivo fotovoltaico. Como resultado este dispositivo tinha uma eficiência para transformar energia do sol em energia elétrica por volta de 0,5%. Este dispositivo era feito com o depósito de selênio sobre uma placa de ferro com uma fina camada de ouro. Em 1884 a eficiência da célula dobrou, chegando a 1% com o cientista Charles Fritts, quando construída por camadas de selênio. Albert Einsten, em 1905, pela primeira vez, publicou um artigo sobre o efeito fotoelétrico, explicando o efeito destes materiais expostos a luz solar. E este artigo o presenteou com o primeiro prêmio Nobel. E os painéis solares? Anos depois, em 1954, três cientistas criaram a primeira célula fotovoltaica com base em silício, a mais utilizada até os dias de hoje. Foi desenvolvido devido a necessidade de substituir as baterias que se degradavam rapidamente em lugares úmidos. Foi então que no laboratório Bell, os cientistas Daryl Chapin, Calvin Fuller e Gerald Pearson criaram a célula de silício. Fuller estava produzindo barras de silício com uma pequena concentração de gálio e banhando a mesma em lítio. Esta nova célula encontrou diversos obstáculos, como a dificuldade de soldar contatos elétricos e a migração do lítio para seu interior. Porém, substituindo o gálio por arsênio e o lítio por boro foi possível superar estes obstáculos e como resultado obteve uma surpreendente eficiência de 6%. A primeira utilização de um painel solar foi em outubro de 1955 no estado da Georgia, em uma rede telefônica local. Entretanto, devido ao custo demasiado elevado, se via a viabilidade apenas em aplicações especiais, como na indústria espacial. Corrida espacial Em 1957 se deu início a corrida espacial, e em 1958 a NASA utilizou um painel solar fotovoltaico, como reserva de uma pilha convencional. A pilha não funcionou, mas o painel solar manteve o satélite Vanguard I em funcionamento por 8 anos. Por causa do Vanguard I,hoje todos os veículos espaciais fazem uso desta tecnologia, do Vanguard I até o Mars Rover. O Mars Rover é um robô enviado pela NASA que analisa a geologia de Marte. Este robô foi lançado em 2003 e está em funcionamento até hoje por causa dos painéis solares e das baterias. Devido a corrida espacial, as células solares sofreram grandes melhorias na redução de custos e melhoria na eficiência. Já em 1973, tivemos a primeira crise petrolífera que causou um aumento expressivo no investimento em programas solares. Tendo como resultado destes investimentos, em menos de uma década, a redução de custos foi de 80 $/Wp para 12 $/Wp. Nas décadas de oitenta e noventa tivemos outro salto de investimento devido as alterações climáticas causada por combustíveis fósseis. Nesta época é onde tem início das instalações de centrais geradoras e incentivos para programas de telhados solares. Onde posso utilizar a energia solar? Como dito anteriormente, a energia solar fotovoltaica teve início para sistemas isolados, passando para usos espaciais. Em 1981 foi construído o primeiro avião movido a energia solar, que voou da França até a Inglaterra. Este avião utilizou 1600 células fotovoltaicas e foi construído pelo engenheiro Paul MacCready. Logo depois, foi construído o primeiro carro na Austrália, e em 1986 as primeiras centrais de energia solar. E agora conseguimos acompanhar todo o aumento de escala da energia solar fotovoltaica, reduzindo assim, drasticamente o custo por watts. Com o custo reduzido, podemos ver o uso para residências, comércios, industrias e todos os demais usos que envolvam eletricidade. Além dessa redução, temos também um aumento da eficiência de conversão no decorrer dos anos. E quais são os incentivos solares existentes? Os incentivos solares tiveram inicio com a Alemanha em 1990 e depois com o Japão em 1993. Hoje existem diversos tipos de incentivos, tais como o Feed-In, Net Metering, redução de CO2 e de capital subsidiado. Vou comentar sobre dois destes incentivos, que atingem os consumidores de pequeno porte, tais como residencial e comercial. Feed-in Tarifs (FIT) Este é um incentivo para produção de energia elétrica por meio de fontes renováveis, onde possui três principais benefícios: Pagamento pela energia que você produz, mesmo aquela que você próprio utiliza; Bônus por produzir energia elétrica adicional; Redução do custo mensal da sua conta de energia elétrica, usando a própria energia produzida. Nos países que este incentivo é aplicado é válido para qualquer consumidor, como residenciais, comerciais e donos de terrenos. O Feed-In opera na Austrália, Austria, Irlanda, Alemanha, Canadá, Japão, Estados Unidos, Uruguay, Peru e diversos outros. Net Metering Este é o tipo de incentivo praticado no Brasil, junto com diversos outros países, tais como Bélgica, Espanha, Coréia do Sul, México e outros. O Net Metering é conhecido como sistema de compensação de energia elétrica. Este funciona como o próprio nome diz, por meio de compensação, ou seja, você compensa o que você utilizou com o que produziu. Simplificando, você produz sua própria energia a partir de fontes renováveis e abate da sua conta de luz o que você consumiu. No Brasil este incentivo teve início no ano de 2012 com a resolução normativa 482, publicada pela ANEEL. Alguns anos depois houve uma revisão, a resolução normativa 687 em 2015, que é válida até
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